13.7.07

Praça São Sebastião - 1942

No dia 7 de setembro de 1942 foi celebrada uma missa campal. Dentre os presentes, alunos do Colégio Dom Bosco com seus uniformes.

Praça São Sebastião - Janeiro de 1942

No dia 20 de janeiro de 1942, o Padre Rodolfo, que iniciou a construção do prédio em 17 de março de 1941, celebrou a primeira festa do padroeiro São Sebastião.


Início da Década de 40 - Sinal de progresso

Nesta foto de 1940, o Sr. Pedro Bentivoglio toca na tora exposta na estação de Andradina, que representa o espírito do momento: a fertilidade e a força da terra.

Moura Andrade & Cia, vendendo terras

A empresa Moura Andrade & Cia vendia as terras. Ricardo Fabris e Manuel Ferraz foram pioneiros na compra de glebas.

Vista da Rua Sergipe, atual Rua Alexandre Salomão

Vista da Rua Sergipe, atual Rua Alexandre Salomão, sentido Paes Leme - Rodoviária

30.6.06

Grupo Escolar Dr. Álvaro Guião, antigo prédio, 1939

Antigo prédio onde funcionava o Grupo Escolar Dr. Álvaro Guião, o edificio San Diego localiza-se na rua Santa Teresinha, 1045.

Avenida Rio Branco esquina com Avenida Guanabara, 1939

Esquina da Av. Barão do Rio Branco com Avenida Guanabara. Vê-se em primeiro plano a Casa Bancária Moura Andrade e mais acima o Hotel Guanabara.

Avenida Barão do Rio Branco, 1939

Avenida Barão do Rio Branco no final da década de 30.

Francisco Teodoro e familia, 1939

O Sr. Francisco Teodoro de Andrade e familia na casa onde moravam, atual Estância São Francisco.

20.1.06

Jardineira da Empresa São Sebastião

Essa é uma das primeiras jardineiras que o Sr. Paesinho iniciou a Empresa de Transporte São Sebastião, atuando em Andradina.
Na década de 30 o transporte na região era bem precário. Havia uma jardineira que saía às 8 horas de Araçatuba, chegava às 15 horas na Estação de Ilha Seca, próximo de Lussanvira. Havia uma baldeação para a jardineira mista da Empresa São Sebastião com destino à Andradina com previsão de chegada entre 20 e 24 hs, se não houvesse contratempos.
Fonte: Livro "Andradina - A Terra do Rei do Gado", de Luziana Queiroz Alcântara.

Primeira visita do governador do estado, 1939.

Primeira visita oficial do Excelentíssimo governador do Estado de São Paulo, Sr. Adhemar de Barros, em 1939.
Foi recepcionado na ocasião pelo Sr. Antonio Joaquim de Moura Andrade, fundador da cidade.

Primeiro hasteamento do Pavilhão Nacional, 1939.

O primeiro hasteamento do Pavilhão Nacional deu-se em 24/04/1939, defronte a prefeitura, localizada na Avenida Guanabara, entre o Hotel Guanabara e a Casa Bancária Moura Andrade.

16.1.06

Visita à Fazenda Guanabara em 1939

Nesta foto tirada em 1939 numa visita à Fazenda Guanabara, vê-se a fertilidade da terra pelo tronco cortado.
Da esquerda para a direita: Humberto Passarelli, José Carvalho, Evandro B. Calvoso e o ilustrissimo Sr. Francisco Teodoro de Andrade.


O primeiro caminhão de aluguel de Andradina, que aparece nesta foto com um carregamento de farinha de mandioca comprado em Araçatuba, era de propriedade do Sr. Luís Sampaio, presente na foto, tendo à sua direita seu irmão. Este caminhão transportou a mudança do primeiro Prefeito Evandro B. Calvoso de Taiúva para Andradina.



Os primeiros caminhões começaram a circular na cidade em 1939.

Sr. Adelfo Lima e amigos

Aqui o Sr. Adelfo Lima, conhecido por Dedé, faz pose sentado no limpa trilhos, acompanhado de amigos.

Primeira locomotiva a chegar na cidade

Primeira locomotiva a chegar na cidade, a Maria Fumaça tornou-se legendária e faz parte da historia de Andradina.

Prefeito Evandro Brenbatti Calvoso e amigos, 1939.

Prefeito Evandro B. Calvoso, ladeado pelo secretário da prefeitura Antonio Macci e por João Soares, de Araçatuba, em foto de maio de 1939.
Ao fundo, Fausto Negrão, proprietário do Hotel Negrão que localizava-se na esquina da Rua Tietê com a Rua Ceará.

Rua Paes Leme em 1939.

Rua Paes Leme e o cruzamento com a estrada de ferro.

Sr. Humberto Passarelli e familia, déc. de 30.

Sr. Humberto Passarelli e esposa Adélia em frente à sua residência. Sua casa foi uma das primeiras construídas de tijolos na cidade e localizava-se em frente de sua serraria.

Serraria Santa Adélia, propriedade de Humberto Passarelli

Esta serraria iniciou suas atividades em dezembro de 1937, no lugar onde alguns anos mais tarde seria construída o prédio da Casa Moreira.
A chácara de propriedade do Sr. Passarelli se transformaria na atual Vila Passarelli.

2.1.06

A primeira residência

A primeira residência, de propriedade do Sr. Otacílio Spíndola, que cultivou o primeiro pomar na região.

Primeiro automóvel

Chegada do primeiro automóvel à Andradina, de propriedade do Sr. Moura Andrade. Aqui, é o primeiro à direita.

Missa de fundação

Missa de fundação de Andradina, realizada no dia 11-07-1937. Foi celebrada pelo Padre Mauro Eduardo e realizada no local da futura praça em frente ao colégio J.B.C.

Começa a cidade!

Andradina em 02 de janeiro de 1937. Já se vê a futura Avenida Guanabara.

Sede da Fazenda Guanabara - década de 40

O tio, grande auxiliar de Moura Andrade

Francisco Teodoro de Andrade, tio de Moura Andrade, aos 35 anos.

Fazenda Cataguá

Á direita, Luiz Andrade, um sobrinho adotado como filho após a morte de seus pais. Ao fundo sede da Fazenda Cataguá.

Primeira vila

Vila construída pelo fundador da cidade na rua Xv de Novembro, entre a Rua 13 de maio e a Vitorio Guaraciaba.

Onças caçadas

Onças caçadas a 20 quilômetros da Fazenda Guanabara.

Fazenda Guanabara - 1933

Picada aberta em direção a Andradina. Estava para nascer uma cidade.

Andradina - a mata antes da cidade

Esta clareira foi aberta pelo tio Francisco Teodoro de Andrade, para que Moura Andrade pudesse ver suas terras, quando chegasse de avião.

Moura Andrade e esposa

Moura Andrade e sua esposa, Sra. Guiomar S. Andrade - 1915

Antonio Joaquim de Moura Andrade - O Rei do Gado

1.1.06

Andradina - micro região


NÚMEROS GERAIS DA MICRO REGIÃO DE ANDRADINA

População : 173.514 habitantes
Cidades : 11
Área Total : 6.907,2 km²
Dens. Demográfica : 25,12 hab/km²

Fonte:http: http://www.citybrazil.com.br/sp/regioes/andradina/

31.12.05

Estação de trem




HISTORICO DA LINHA: A Estrada de Ferro Noroeste do Brasil foi aberta em 1906, seguindo a partir de Bauru, onde a Sorocabana havia chegado em 1905, até Presidente Alves, em setembro de 1906. Em janeiro de 1907 atingia Lauro Müller, em 1908 Araçatuba e em 1910 atingia as margens do rio Paraná, em Jupiá, de onde atravessaria o rio, de início com balsas, para chegar a Corumbá, na divisa com a Bolívia, anos depois. O trecho entre Araçatuba e Jupiá, que até 1937 costeava o rio Tietê em região infestada de malária, foi substituído nesse ano por uma variante que passou a ser parte do tronco principal, enquanto a linha velha se tornava o ramal de Lussanvira. Em 1957, a Noroeste passou a fazer parte da Refesa. Transportou passageiros até cerca de 1995, quando esse transporte foi suprimido. Em 1996, a Refesa deu a concessão da linha para a Novoeste, que transporta cargas até hoje.

A ESTAÇÃO: A estação de Andradina foi inaugurada em 1937; esse mesmo dia é considerada a data da fundação da cidade, por Antonio Joaquim de Moura Andrade, daí o nome Andradina. A cidade foi aberta em terras da fazenda Guanabara, existente desde 1929 e de propriedade de Moura Andrade. Apenas cinco quatro meses depois a vila já era elevada a distrito, e, um ano depois, a município, demonstrando assim um crescimento muito rápido em uma região anteriormente tomada pela malária e pela leishmaniose. Aberta na variante de Jupiá, em 1940 passou a integrar a linha-tronco da Noroeste. Em 1986, a construção de uma estação nova, fora da cidade, mas sem a construção de uma variante, fez com que o pátio ferroviário fosse transferido para a nova estação, que recebeu o nome de Andradina-nova; a antiga teve todo o pátio e trilhos retirados, menos a linha principal. que continua até hoje sendo passagem dos cargueiros - o trem de passageiros desapareceu em 1996. Esse fato acabou ameaçando de demolição o prédio da velha estação; entretanto, salvo pelo tombamento municipal, ele em 1998 estava ameaçando ruir por falta de conservação.
Informação: Ralph Menucci Giesbrecht
http://www.estacoesferroviarias.com.br/autor.htm

Brasão da cidade


SOBRE A CIDADE DE ANDRADINA

Área da unidade territorial: 960 Km2
Latitude do distrito sede do município: -20,89611°
Longitude do distrito sede do município: -51,37944°
Altitude: 405 m
Prefeito 2005/08: Ernesto Antonio da Silva – PPS
Estabelecimentos de ensino pré-escolar: 23
Estabelecimentos de ensino fundamental: 16
Estabelecimentos de ensino médio: 08
Hospitais: 01
Agências bancárias: 08

Localização da cidade

Origens da cidade

Antonio Joaquim de Moura Andrade, o Rei do Gado, o primeiro da esquerda - 1936

Missa da fundação da cidade, em 11.07.1937



"No vértice da confluência do caudaloso Paraná com o legendário Tietê, surgirá uma grande Metrópole"(Euclides da Cunha)


A partir do avanço da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil em direção ao rio Paraná, ocorreu o devassamento do noroeste do estado com a derrubada de matas, formação de fazendas e desenvolvimento dos primeiros núcleoas populacionais.

A colonização de Andradina não surgiu ao acaso. Foi idealizada desde 1932 quando o maior fazendeiro do estado de São Paulo, Antônio Joaquim de Moura Andrade (O eterno ' Rei do Gado '), planejou a construção de uma nova rota interligando o trecho entre as estações de Guaraçai e Paranápolis na Estrada de Ferro Noroeste do Brasil. Seu desejo pela urbanização era tanto que encomendou ao engenheiro Benelow & Benelow a elaboração de um projeto para a urbanização da futura comunidade.
Desde de 1935 Moura Andrade já vinha loteando suas terras em pequenas propriedades e juntamente com outros fazendeiros da região, promovendo a migração de nordestinos para a região. O desenvolvimento da região foi rápida, apesar da malária dificultar a fixação dos povoadores, formaram-se muitas fazendas inicialmente dedicadas à exploração de madeira de lei e em seguida substituida pela policultura. Em 1936 ocorreu a transforamção econômica: de cerealista à monocultura de algodão.
Contudo, o solo próprio para o cultivo do capim colonião e as vantagens do comércio de gado, transformaram o município em pecuarista e, devido ao êxodo rural, intensificaram-se as atividades urbanas, principalmente com a instalação do Frigorífico Mouran.

Devidamente planejada, a cidade surgiu em 11 de julho de 1937 , com uma área de 2.713 Km2, fundada, na época, por seu idealizador. Em homenagem a seu criador a cidade passou a ser conhecida desde então como a "Terra do Rei do Gado" . Cinco meses após ter formado o povoado, Andradina foi elevada a Distrito, pela Lei nº 3.126 de 10 de novembro de 1937 , pertencendo ao municipio de Valparaíso. No quadro anexo ao Decreto-Lei Estadual nº 9073, de 31-III-1938, o Distrito de Andradina figura ainda no municipio de Valparaíso.
Elevado à categoria de município com a denominação de Andradina, por Decreto-Lei Estadual nº 9775, de 30 de dezembro de 1938, desmembrado de Valparaíso, era constituido de 2 distritos: Andradina e Guaraçaí, sendo assim seu quadro territorial fixado, a comarca estabelecida e instalada no Grupo Escolar Dr. Álvaro Guião. O Batismo oficial do município e a posse do primeiro Prefeito nomeado Sr. Evandro Brembati Calvoso ocorreram em 10 de janeiro de 1939 .

Em virtude do Decreto-Lei Estadual nº 14334, de 30-XI-1944, que fixou o quadro terriorial a vigorar de 1945-48, o Município de Andradina ficou composto dos Distritos de Andradina, Algodoal, Castilho e Guaraçaí e constitui o único têrmo judiciário da comarca de Andradina, a qual é formada pelo único municipio de Andradina.

Figura no quadro para vigorar em 1949-53, composto dos Distritos de Andadina, Castilho, Algodoal e Nova Independência e fixado pela Lei nº 2456, de 31-XII-53 para vigorar em 1954-58, apenas para os Distritos de Andradina e Nova Independência.

Lei Estadual nº 233, de 24 de dezembro de 1948, desmembra do Municipio de Andradina, o municipio de Guaraçaí.

Economia : Várias atividades comerciais movimentam a economia de Andradina, que além de comportar grandes fazendas como Fazenda Guanabara, Ipanema, Pagros, Anhembi, Santa Lucia e o Curtume de Andradina, também atrai, todos os anos, milhares de turistas interessados em conhecer os encantos da "Terra do Rei do Gado."

Turismo : Em 1994 foi criado o CONTUR - Conselho Municipal de Turismo. A idéia deste conselho é promover e divulgar as atividades ligadas ao turismo da cidade.
Centro Cultural Pioneiros de Andradina : mais conhecida como a "velha Estação Ferroviária" - é, sem dúvida, o cartão postal de Andradina. Possui um teatro (externo) de arena circunflexo, onde já ocorreram festivais, shows, musicais, danças. Além disso, apresenta um teatro interno, uma biblioteca e uma pinacoteca, onde são exibidos quadros de diversos artistas
O aniversário de Andradina é comemorado em 11 de Julho.

SOBRE O FUNDADOR - O Rei do Gado

Antonio Joaquim de Moura Andrade nasceu em 22 de dezembro de 1.889 na Espraiada do Varjão, freguesia de Brotas, no Estado de São Paulo, onde seus pais Joaquim Theodoro de Andrade e Maria Júlia das Dores eram sitiantes, sendo o segundo dos oito filhos do casal.
Estudou as primeiras letras com seu bisavô paterno, Francisco Antonio Gouvea. Em 1904 seus pais mudaram-se para a cidade de Brotas, onde estabeleceram pequeno comércio de suínos e carne. Apesar de sua pouca idade, já começou a trabalhar como "caixeiro" em uma loja da cidade. Em 1.906 mudou-se para a cidade de Monte Alto e depois para Taiúva, ambas no Estado de São Paulo, sempre trabalhando como "guarda-livros" em fazendas da região.

Em 1.908 casou-se com Guiomar Soares Andrade, companheira dedicada, que lhe deu decisivo apoio em sua vitoriosa vida. Tiveram os filhos Eurico casado com Maria Gertrudes Almeida de Moura Andrade, Aluizio, Auro casado com Beatriz Stella Prado de Moura Andrade, Antonio casado com Regina Silvia Costa Andrade, Wanda casada com Favorino Rodrigues do Prado, Nelson, Lúcia casada com José Luiz Toledo Piza e Luiz Soares Andrade casado com Maria Regina Bueno de Andrade.
Em 1.913 associa-se a Seraphim Collettes, sitiante na região, e a Guilherme Moura, telegrafista da estação de trem em Taiúva, e juntos fundam a empresa "Collettes, Moura, Andrade & Cia", dedicando-se ao comércio de cereais, tendo comprado uma máquina de beneficiar arroz. Com o advento da I Guerra Mundial, em 1.914, o comércio de cereais é muito ativado pelas exportações, e inicia a carreira de "comissário de café", comprando as primeiras safras da região. No ano de 1.915 retira-se da sociedade o Sr. Collettes, ocasião em que a empresa tem alterada sua razão social para "Moura Andrade & Cia."

Com seu instinto de desbravador de terras começa a adquirir quinhões da antiga Fazenda Barra do Tietê, na Comarca de Araçatuba, em 1.917, no extremo oeste do Estado de São Paulo. Era uma região de mata virgem, com imensos perobais, terra ubérrima onde a prodigalidade da Natureza compensava o esforço humano. Em 1.918 inicia a derrubada da mata visando a implantação de moderna fazenda a que deu o nome de "Guanabara", confiando a empreitada a seu tio, Francisco Theodoro de Andrade.
No ano de 1.927 retira-se da sociedade o Sr. Guilherme Moura mas que pela amizade e recíproca confiança, compromete-se a aguardar o ano de 1.931 para formalizar sua retirada, época em que o irmão caçula de Antonio Joaquim, Octavio, já estaria formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, na Capital de São Paulo, e assumiria seu lugar na sociedade, o que de fato ocorreu. Entretanto, devido à crise de 1.929, sua retirada somente foi formalizada em 1.937. Em homenagem ao amigo e então antigo sócio, os irmãos Andrade passam a assinar e conservar o sobrenome "Moura".

O espírito empreendedor não se esgota nem se cansa. Já não bastava implantar uma fazenda. Urgia partilhar a riqueza oferecida pela Natureza, razão de sua decisão de lotear as terras e fundar a cidade de Andradina. Assim os irmão Andrade iniciaram a dinamização de dois empreendimentos que assombrariam sua geração: a implantação de uma cidade de modernos bandeirantes onde a energia dos paulistas frutificasse o sonho de Euclides da Cunha- a cidade de Andradina, fundada em 11 de julho de 1.937- e a criação de outra cidade, não menos vibrante e apaixonante, onde os brasileiros pudessem restaurar as energias gastas nos embates da vida- a estância de Águas de São Pedro, a 25 de julho de 1.940. Assim, os dois Andrade, irmãos também nos sonhos de amor à terra, iniciaram juntos estes dois empreendimentos, cuidando cada um de um setor. A Antonio Joaquim coube zelar e desenvolver Andradina; a Octavio tocou Águas de São Pedro.
O desenvolvimento de Andradina foi consequência da fertilidade da terra escolhida, da segurança da direção progressista do empreendimento decorrente da personalidade e liderança carismática de Antonio Joaquim de Moura Andrade, que superando todas as adversidades com sua capacidade, dinamismo e otimismo, transformava derrotas em vitórias, vencidos em vencedores, empolgando a todos com o seu trabalho e ação.
O respeito e carinho que dedicava a todos os seus auxiliares, desde o mais humilde, aliado à nobreza de seus propósitos fazia com que todos se confraternizassem com seus ideais. Sua visão de homem sem barreiras trouxe os recursos modernos do século XX para os confins do sertão. Utilizando-se largamente do rádio e do aeroplano, o que multiplicava sua presença em seus empreendimentos, logo percebeu que esses dois poderosos meios de comunicação seria imprescindíveis para o bom desenvolvimento social. Juntamente com outros eméritos progressistas e contando com o apoio de homens como o jornalista Assis Chateaubriant- que o chamou de "descomunal Moura Andrade" em seu necrológico- iniciou uma campanha maciça que culminou com a solidificação da aviação civil no país.

Mas o sucesso de seus feitos antes de ensejar um merecido repouso ainda mais o estimulava. Fronteiras não existiam e, após a vitória de Andradina, cruzou o Rio Paraná em 1.938 e, juntamente com Jaime Ferreira Barbosa adquiriu parte da fazenda "São Bento", no então município de Rio Brilhante, que desde o início do século pertencia a Domingos Barbosa Martins, alcunhado de "Gato Preto" e sua mulher, Dna. Maria Crescencia Vilhalba Barbosa Martins. Alguns anos depois, juntamente com Túlio Garcia de Souza e Etalívio Pereira Martins adquiriu outras glebas na margem direita do Rio Paraná, dando início à implantação da Fazenda Primavera, hoje Município de Bataiporã, MS. Por volta de 1.948 adquiriu de Henrique Martins a "Fazenda Baile", também parte da antiga "Fazenda São Bento" e, partindo da barranca do Rio Paraná, onde havia estabelecido o Porto Primavera, lançando mão de grandes e modernas máquinas de terraplanagem, abriu 60 quilômetros de estrada, ligando as duas fazendas, vencendo a mata virgem e transpondo extenso varjão. É importante salientar que todas essas fazendas foram adquiridas de particulares radicados na região há muitos anos e não, como era praxe da época, requeridas ao governo estadual.
Com recursos próprios rasga mais de 350 quilômetros de estradas por toda a região, transpondo matas, rios, varjões e grimpas, unindo diversas vilas e lugarejos, permitindo a vinda de outros colonizadores para o desenvolvimento dessa região, hoje no Estado do Mato Grosso do Sul.

Em um espigão da Fazenda Baile funda, em 20 de dezembro de 1.958, outra cidade, Nova Andradina, hoje progressista município sul-matogrossense. Antonio Joaquim de Moura Andrade foi o exemplo vivo do progresso. Exaltou a força do trabalho e a confiança no homem, semeando escolas por onde passou, dando oportunidades aos que tinham ânimo, estimulando os mais acomodados. Provou que a vontade é potente alavanca que alça riquezas morais e materiais, desde que apoiada no trabalho.
Faleceu em São Paulo, Capital, em 8 de fevereiro de 1.962, deixando Exemplo e Saudades.
Nova Andradina, MS, dezembro de 1.984.
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Antonio Fernando Andrade Prado, advogado e fazendeiro, é neto de Antonio J. de Moura Andrade.
Fonte de pesquisa: Arquivo pessoal do Dr. Antonio Moura Andrade.